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A “bad trip” dos investidores que pegaram carona no IPO da dona da 99

06 de julho de 2021 - 14:42

Ralphe Manzoni Jr.

Depois de uma bem-sucedida de abertura de capital nos Estados Unidos, a Didi enfrenta uma série de problemas com reguladores chineses, que coloca em dúvida o avanço global de empresas de internet da China.

Na quarta-feira, 30 de junho, a plataforma de mobilidade chinesa Didi, dona do aplicativo 99 no Brasil, estreou na Bolsa de Nova York ao captar US$ 4,4 bilhões, sendo avaliada em US$ 67 bilhões.

Foi a maior abertura de capital de uma empresa chinesa desde o IPO do Alibaba, em 2014. No primeiro dia, as ações subiram mais de 20% ao longo do pregão, mas terminaram com uma alta de apenas 1%.

No dia seguinte, os papéis avançaram quase 16%, embalados pela euforia dos investidores que confiaram numa companhia que conta com 493 milhões de usuários ativos e opera atualmente em 16 países nas regiões Ásia Pacífico, África, Europa e América Latina, onde é dona, desde 2018, da brasileira 99.

Mas não só isso. A Didi é uma empresa lucrativa. No primeiro trimestre de 2021, a empresa reportou uma receita líquida de US$ 6,4 bilhões e um lucro de US$ 837 milhões.

Desde então, a “carona” que os investidores pegaram no IPO da Didi se tornou em uma “bad trip” por conta de uma sequência de notícias ruins, que ainda não pôde ser sentida na ação da companhia em razão de as bolsas estarem fechadas nesta segunda-feira, 5 de julho, nos Estados Unidos.

Dois dias depois, o mesmo órgão pediu para que o aplicativo da Didi fosse retirado das lojas de aplicativos da Apple e do Google, alegando violações graves na coleta e no uso de informações pessoais pela empresa.

As duas notícias surpreenderam os investidores que apostaram na abertura de capital da Didi. Mas as notícias ruins não pararam por aí.

Agora, uma reportagem do jornal econômico americano The Wall Street Journal (WSJ), informa que semanas antes de abrir o capital, a agência de segurança cibernética da China sugeriu que a Didi adiasse a sua oferta.

Ao mesmo tempo, a agência teria sugerido que a Didi fizesse um autoexame completo de suas práticas de segurança, segundo fontes familiarizadas com a questão citadas pelo WSJ.

Esperar poderia ser problemático para a Didi, que estava pressionada por investidores de venture capital que investiram bilhões de dólares na empresa e não queriam que a companhia não adiasse o IPO. Por não receber uma ordem direta para desistir da abertura de capital, a companhia chinesa resolveu ir adiante.

A decisão da Didi, de seguir adiante com o IPO, e da Administração do Ciberespaço da China, de punir a companhia logo depois da abertura de capital, colocam um enorme ponto de interrogação para futuras operações desse tipo por empresas chinesas.

De um lado, o governo chinês tem mostrado que está fechando o cerco às companhias de tecnologia. No ano passado, ele brecou o IPO da Ant, fintech que pertencia ao Alibaba, no que seria a maior abertura da história – estimava-se que poderia captar algo em torno de US$ 35 bilhões em uma dupla listagem na bolsa de Hong Kong e em Xangai.

Por outro, os investidores agora vão pensar duas vezes antes de investir em uma empresa chinesa, dada às incertezas regulatórias na própria China.

As autoridades chinesas parecem estar cautelosas com a gigantesca massa de dados das companhias de internet, que poderiam cair em mãos estrangeiras como resultado da maior divulgação pública associada a uma listagem nos Estados Unidos.

Em março deste ano, ficou claro que as autoridades chinesas iriam partir para cima das empresas de internet do país e controlar um dos recursos mais valiosos do país: o big data.

O presidente Xi Jinping, em uma reunião do principal comitê consultivo financeiro do Partido Comunista, alertou que Pequim iria atrás das chamadas empresas de “plataforma” que acumularam dados e poder de mercado.

O termo empresas de “plataforma” abrange praticamente todas as companhias chinesas de internet, do Alibaba a Didi passando pela companhia de entrega de alimentos Meituan e pela de comércio eletrônico JD.com.

A China não está sozinha na tentativa de controlar o domínio das grandes empresas de tecnologia. Nos EUA, o Congresso está tentando forçar empresas como Amazon e Apple a rever seus modelos de negócios. O Google enfrenta uma grande investigação na União Europeia em razão de sua tecnologia de publicidade.

Mas, nessa disputa atual, quem está perdendo são os investidores da Didi que até agora parecem ter embarcado em uma “carona errada.”

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